O controle de pH na calagem do caldo é uma das etapas mais críticas no tratamento de cana e açúcar, em usinas. Uma variação mínima pode resultar em inversão de sacarose ou dificuldades na decantação, afetando diretamente o rendimento das usinas.
Sem o controle do pH na calagem do caldo, as impurezas permanecem no caldo, resultando em um açúcar de baixa qualidade e cor escura, resultando em toneladas perdidas de açúcar e na perda de rendimento industrial.
Além disso, um caldo ácido é extremamente corrosivo para metais. Manter o pH neutralizado garante a integridade e vida útil das tubulações, bombas e tanques.
A caleação faz parte da primeira etapa do tratamento de purificação do caldo in natura. Nessa etapa a cal é dosada como agente químico de coagulação de albuminas, pectinas, aminoácidos, gomas e sais de cálcio insolúveis.
A caleação do caldo in natura tem o papel de:
- Neutralizar os ácidos da cana, impedindo a inversão da sacarose em açúcares redutores e a consequente perda de rendimento.
- Precipitar os ácidos orgânicos em sais para posterior remoção.
- Manter orgânicos insolúveis, proteínas e outros, em suspensão até que o processo de decantação e filtragem possa removê-los.
Todos esses fatores contribuem para que seja possível a produção do açúcar branco e do etanol de qualidade.
Precisão no controle de pH na calagem do caldo
Sabemos que uma pequena variação no controle de pH na calagem do caldo pode ter diferentes consequências. No caso de um pH alto, ou seja, com excesso de cal, pode ocorrer incrustações nos evaporadores, já no caso do pH baixo pode ocorrer corrosão e perda de açúcar.
Para isso, as usinas de cana e açúcar devem contar com instrumentação analítica precisa, como o analisador de pH, TH-404, que agrega confiabilidade e praticidade ao processo industrial onde se aplica.
Pode ser utilizado como analisador, transmissor e controlador e possui saída digital e transmissora configurável. Oferece ainda, calibração e check automáticos, seu menu em português é autoexplicativo e o gabinete possui proteção IP-67.
Além disso, pode ser utilizada a sonda de pH de transfluência em inox, TS-21X, desenvolvida especialmente para aplicações em by-pass ou em linhas de processo industrial. Com corpo de transfluência em Inox, PP ou PVDF (Kynar) é muito robusta e de fácil instalação, protege o eletrodo contra choques mecânicos e possui como opcional o sistema de limpeza automática.
O sistema de limpeza automática é essencial na calagem devido à natureza do leite de cal, que costuma obstruir sensores comuns
Ao estabilizar o pH, a usina garante a qualidade do açúcar (VHP/VVHP), reduz gastos com manutenção corretiva e, acima de tudo, maximiza a recuperação de sacarose por tonelada de cana moída. Por isso, investir em um controle de pH é uma melhora técnica, além de uma decisão estratégica para o crescimento sustentável das usinas de cana e açúcar.
Além de instrumentação analítica para monitoramento do processo de cana e açúcar, a Digimed conta com suporte e assistência técnica, que contribuem com o bom funcionamento das usinas, atuando principalmente no período de entressafra.
Instrumentos analíticos que operam no limite durante meses acumulam resíduos e desgastes que impactam diretamente na incerteza das medições. Realizar a manutenção, de forma planejada na entressafra, é muito mais estratégico do que uma parada emergencial em plena safra.
- Evite paradas não planejadas: identifique desgastes antes que virem falhas críticas.
- Garanta a confiabilidade dos dados: resultados precisos para tomadas de decisão ágeis no processo e nos laboratórios.
- Prolongue a vida útil: proteja o investimento feito em seus instrumentos analíticos.
Faça a manutenção e calibração dos seus instrumentos sem afetar a sua produtividade da sua usina e assegure a precisão e a confiabilidade das medições.
Não deixe que a imprecisão prejudique a rentabilidade de sua safra de cana e açúcar!
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