Entre os dias 10 e 21 de novembro, Belém, no Pará, recebe a COP30, a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante a Conferência, representantes dos setores público e privado, da sociedade civil, pesquisadores e cientistas de diversos países discutirão maneiras de avançar em estratégias que promovam o financiamento, a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas.
Depois de COPs mais discretas, a COP do Brasil tem a missão de recuperar a confiança nas COPs e mostrar que é possível alinhar proteção ambiental, crescimento econômico, inclusão social e inovação tecnológica.

A edição 30, realizada no Brasil, abrirá espaço para inovações tecnológicas que apresentam soluções para o enfrentamento das causas e consequências das mudanças climáticas.
Além disso, discutirá ações para redução e mitigação dos impactos ambientais causados pela emissão dos gases do efeito estufa (GEE), a transição energética e justiça social, que visa melhorias para as populações mais afetadas pelos eventos climáticos extremos.
No caso da transição energética justa, a COP30 mostrará como a utilização de fontes limpas e renováveis é fundamental para a sustentabilidade, inclusão social e desenvolvimento econômico.
De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2025, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a energia eólica e solar representam 23,7% de participação na geração total de eletricidade do país, em 2024, tornando Brasil um dos países com as matrizes mais limpas do mundo.
Saneamento básico na COP30
O saneamento básico também estará no centro dos debates da COP30, e de acordo com especialistas, devem abordar a disponibilização de recursos para o saneamento, a universalização do acesso à água.
No Brasil, por exemplo, o Marco Legal do Saneamento Básico, instituído em julho de 2020, visa a universalização do acesso à água potável, coleta e tratamento de esgoto para a população brasileira.
Desde que foi instaurado, há cinco anos, o Marco do Saneamento já movimentou mais de R$ 370 bilhões em investimentos, em mais de 60 projetos pelos municípios espalhados pelo país, de acordo com o estudo “Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil 2025”, realizado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados.
Mas para atender às metas do Marco do Saneamento, que é de 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033, é preciso que as empresas operadoras invistam ainda mais.

O estudo do Trata Brasil mostra que o investimento médio atual é de R$ 53,63 por habitante, o que resulta em 83% da população com acesso à rede de abastecimento de água e no caso do acesso à rede de esgoto, esse número não chega a 60%, conforme dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano base 2023.
Diante desse cenário, a COP30 é um espaço para que instituições públicas e privadas dialoguem sobre as necessidades da sociedade civil e, a partir disso, desenvolvam e invistam em soluções capazes de mitigar os impactos ambientais e promover melhorias para as comunidades mais afetadas.
A Digimed, preocupada com a conservação ambiental, atua há mais de 47 anos desenvolvendo e fabricando instrumentos com tecnologia de ponta e atuando com serviços de análises ambientais que auxiliam no controle de qualidade da água e dos processos ambientais, mitigando os impactos no meio ambiente da indústria.