O setor mineral e siderúrgico brasileiro opera sob rígidas regulamentações ambientais e de segurança. Manter a integridade das operações e assegurar a Licença de Operação (LO) exige um monitoramento rigoroso e contínuo de parâmetros físico-químicos. É nesse cenário que a instrumentação analítica se torna fundamental.
Quando tratamos da segurança das barragens, o pH é essencial na flotação, onde será dita a qualidade e o volume dos rejeitos que serão descartados. Além disso, é importante na lixiviação de ouro (cianetação), onde deve ser mantido alto para evitar a formação de gás cianídrico tóxico.
Já em siderúrgicas, o monitoramento de pH é feito no banho de decapagem, onde o pH é medido em soluções com alta concentração de ácido clorídrico (HCl) ou sulfúrico (H2SO4).
Outros parâmetros também são analisados pelas indústrias mineradoras, como a turbidez, que é utilizada principalmente em espessadores e no tratamento de efluentes para medir a clareza da água recuperada, além de ajudar a otimizar a dosagem de floculantes e coagulantes.
Na siderurgia, se a água turva chegar aos bicos de pulverização (sprays), que resfriam o aço incandescente, eles entopem, causando resfriamento desigual e empenamento da chapa de aço, gerando prejuízo milionário em sucata.
A integração entre a instrumentação analítica de processo e laboratório é uma estratégia de metrologia avançada essencial para a competitividade nas indústrias mineradoras e siderúrgicas.
Enquanto a instrumentação de processo fornece a dinamicidade necessária para o controle em tempo real, permitindo ações corretivas instantâneas e automação de malhas fechadas, a instrumentação de laboratório e campo assegura a rastreabilidade do sistema.
Para entender mais sobre como a instrumentação analítica é aplicada em diferentes segmentos e quais podem ser os instrumentos, baixe o boletim técnico!